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Pode acontecer que, no futuro, além dos historiadores, um romancista ou um comediante se interessem pela aprovação deste Orçamento do Estado. Ontem, Mário Soares reafirmou que ele é mau "ou bastante mau até".
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Nº de votos (6) Comentários (1) Por:Francisco José Viegas, Escritor
À direita e à esquerda, banqueiros e sindicalistas, insistem em que ele é péssimo. Entre as figuras públicas falta o primeiro-ministro na confraria dos críticos, mas haja esperança. O episódio lembra uma cena de ‘Os Maias’, acerca do empréstimo – "Então faz--se o empréstimo?", perguntam vários personagens. Mais de cem anos depois, a situação é a mesma: "Aprove-se o mau, o péssimo orçamento, para que se faça o empréstimo." Porque é disso que se trata – de um empréstimo. Vivemos de empréstimo; não temos, portanto, vida própria