quarta-feira, 31 de dezembro de 2008


O presidente da Câmara de Viseu deixou entender na Assembleia Municipal que se vai recandidatar ao cargo. Confrontado pelo CM, Ruas não comenta o assunto.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Cavaco vai questionar Orçamento...


Cavaco Silva vai questionar o Orçamento de Estado para 2009 apresentado pelo Governo de José Sócrates. O Presidente da República considera que as contas do Executivo para o próximo ano não representam a realidade económica.
O Presidente da República tem 20 dias desde a semana passada para promulgar o documento e costuma fazê-lo na semana que separa o Natal do Ano Novo para que possa entrar em vigor a 1 de Janeiro. No entanto, segundo o semanário ‘Sol’, citando fonte da Presidência, não faz sentido aprovar o Orçamento quando este está fora da realidade, quer nas receitas, quer nas despesas.
Por isso, Cavaco Silva deve esticar o prazo de promulgação ao máximo para pedir esclarecimentos ao Governo, adiando a aprovação do diploma até meados de Janeiro.
Outro cenário possível é pressão do Presidente da República sobre o Governo para actualizar os dados com um Orçamento rectificativo.
O próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já admitiu que alguns dados podem estar desactualizados face à crise internacional.
O PS não quer para já comentar os eventuais cenários, aguardando por uma decisão oficial da Presidência de Belém para tomar uma posição.

PCP, diz que Governo fez mal as contas


O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, comentou este sábado as dúvidas do Presidente da República sobre o Orçamento, considerando que o Governo fez mal as contas.
“Estão e o mais grave é que já estavam quando se aprovou o Orçamento de Estado. O Governo por teimosia e por cálculo político, para não assumir uma derrapagem dos valores macroeconómicos quer em relação ao aumento do desemprego ou ao crescimento económico eventualmente negativo no próximo ano, não quis fazer um Orçamento realista”, disse o deputado comunista.
Bernardino Soares lembrou que este “não deve ser um documento de propaganda política”, sublinhando que a necessidade de se pautar pelo rigor e seriedade.
Por seu turno, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, recusou-se a tecer qualquer comentário às dúvidas de Cavaco Silva, adiando qualquer reacção depois de uma tomada de decisão por parte do Presidente da República.
O semanário ‘Sol’ escreve na sua edição de hoje que Cavaco Silva considera que as previsões do Governo para 2009 são irrealistas e que se prepara para questionar o Executivo liderado por José Sócrates

Passagem de Ano com chuva...


A chuva que este sábado atinge todo o território nacional vai manter-se nos próximos dias, incluindo na passagem de Ano.
De acordo com a meteorologista Maria João Frada, “temos um tempo invernoso, com algum vento nas zonas das terras altas do Norte e Centro, com rajadas na ordem dos 70 a 90 quilómetros”.
Para amanhã, o tempo melhora um pouco, mas ao final do dia a precipitação vai regressar. “Gradualmente a partir de amanhã vamos ter subida da temperatura, a neve vai ficar restrita a locais mais elevados, a partir dos 1400 metros”, disse a meteorologista, em declarações à ‘TSF’

domingo, 21 de dezembro de 2008

Irão: Fechada organização dos direitos humanos

As autoridades policiais iranianas encerraram este domingo as instalações do Círculo de Defensores dos Direitos do Homem, dirigido por Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz de 2003.
"O encerramento dos nossos escritórios sem ordem judicial é um acto ilegal e vamos protestar", afirmou Shirin Ebadi, que se encontrava no local na altura em que a Polícia fechou as instalações, sem dar qualquer justificação.
Segundo a agência semi-oficial Mehr, o Círculo de defensores dos Direitos dos Homens foi fechado "sobre decisão judicial" porque a organização não tem autorização do Ministério do Interior para "efectuar as actividades".
A instituição foi fundada por um grupo de advogados, entre os quais a Prémio Nobel da Paz de 2003, e tem combatido a falta de respeito pelos direitos humanos, nomeadamente a multiplicação da pena de morte aplicada a menores de 18 anos e novo código penal iraniano ignorar os direitos das Mulheres.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

BPN pagou 7,14 milhões a Dias Loureiro


Dias Loureiro vendeu as suas acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) ao grupo Banco Português de Negócios (BPN), principal activo da SLN, por 7,14 milhões de euros, em 2002, ano em que deixou de ser administrador executivo da SLN. O valor do negócio consta na declaração de rendimentos entregue pelo ex-ministro no Tribunal Constitucional, em 28 de Maio de 2002, como início da actividade de deputado do PSD.
O documento, que o CM consultou ontem no Tribunal Constitucional, é categórico: na secção reservada ao património financeiro, o então deputado do PSD e actual conselheiro de Estado, refere, entre outros, depósitos bancários no BPN, BCP e BIC, 'sendo ao BPN D.O. [depósitos à ordem] 7 142 642,15 euros [...] da venda das minhas acções ao Grupo BPN, à espera de aplicação'.
Dias Loureiro já disse que só voltará a fazer comentários sobre o BPN nas instâncias competentes mas em recente entrevista à RTP, em que explicou a sua passagem pelo Grupo SLN, revelou o momento em que alienou a sua posição accionista na SLN: 'Em 2002, eu vendi as minhas acções. E disse ao dr. Oliveira e Costa: ‘eu quero voltar à política há algum tempo, quero ser deputado’. E ele pediu- -me: ‘mas não saia daqui.’'
Face a este pedido do então presidente do Grupo SLN, Dias Loureiro acedeu: 'Eu deixei todos os cargos executivos e passei a não executivo'. Ficou no Grupo SLN até 2005.
A origem das acções que Dias Loureiro tinha na SLN remonta a 1995, quando, após ter saído do Governo, o ex-ministro foi convidado por José Roquette para trabalhar no Grupo Plêiade, cujo valor era então de 8,5 milhões de euros. 'O dr. José Roquette fez-me uma proposta que era aliciante para mim', disse Dias Loureiro à RTP. E precisou: 'Fiquei com um conjunto de acções [15 por cento] que podia comprar a um preço determinado, que era o que valia naquela altura, e mais sete por cento na repartição de lucros.'
OLIVEIRA E COSTA GERIU COMPRA DA PLÊIADE
Dias Loureiro foi desafiado por José Roquette, em 2000, para adquirir a Plêiade. Sem dinheiro para comprar a totalidade da empresa, segundo explicou à RTP, Dias Loureiro lembrou-se de Oliveira e Costa. E fez-lhe uma proposta: 'A SLN compra 50 por cento e eu endivido--me num banco qualquer e compro de 15 a 50 por cento.'
Oliveira e Costa contrapôs. 'Não, eu compro tudo e você passa para a SLN e compra acções da SLN', disse a Loureiro. O negócio custou à SLN '11 milhões de contos [55 milhões de euros]', precisou. E rematou: 'Eu recebi 1 650 000 contos [8,25 milhões de euros], que era a minha parte no negócio, e apliquei um milhão de contos em acções. Mais tarde viria a comprar mais 300 mil contos.' Em suma, investiu 1,3 milhões de contos [6,5 milhões de euros] em acções da SLN.
NOVENTA DIAS PARA CONCLUIR INQUÉRITO
A comissão de inquérito ao caso BPN, que ontem tomou posse, vai ter 90 dias para concluir a sua missão e um 'trabalho espinhoso pela frente', admitiu a presidente, Maria de Belém Roseira, durante a tomada de posse. 'O trabalho é espinhoso porque o objecto desta comissão é muito abrangente, e se é abrangente vamos ter que trabalhar de uma maneira muito capaz', resumiu a deputada socialista.
'O que considero absolutamente essencial é, além de se apurar responsabilidades políticas, saber se o tecido legislativo que regula estas relações [económicas e financeiras] é eficaz, adequado, ou se deve merecer alterações', disse.
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, referiu que a comissão tem 90 dias para concluir os trabalhos e que os deputados que a integram vão poder trabalhar durante os fins-de-semana e férias. A comissão vai ter 17 efectivos e oito suplentes. O calendário de trabalhos vai ser hoje definido.
Jaime Gama explicitou, contudo, que já oficiou ao PGR no sentido de se pronunciar – dentro da lei – sobre a existência ou não de um inquérito em sede de Ministério Público. Gama pediu ainda um trabalho 'rápido, objectivo, rigoroso e independente'.
O PS indicou para integrar a comissão Afonso Candal, Helena Terra, Jorge Seguro Sanches, Leonor Coutinho, Marques Júnior, Mota Andrade, Ricardo Rodrigues e Sónia Sanfona. Já o PSD indicou os deputados Hugo Velosa, Aguiar-Branco, Miguel Macedo e Almeida Henriques. Do CDS-PP estarão presentes Nuno Melo e Mota Soares. O PCP designou Honório Novo e o BE João Semedo. 'Os Verdes' indicaram Heloísa Apolónia.
CONTEÚDO DAS DECLARAÇÕES (EUROS)
Anos 2002 / 2005 / 2006
Rendimento trab. dependente 242 857 287 915 290 897
Rendimento trab. independente 618 509 – –
Depósitos no BPN 7 602 207* 20 139 138 186
* Inclui valor da venda de acções
PINTO MONTEIRO NO PARLAMENTO
O procurador-geral da República (PGR) é ouvido na próxima sexta-feira no Parlamento sobre o caso BPN. Quando forem 15h00, Pinto Monteiro irá explicar aos deputados as investigações criminais ao BPN. A audição esteve marcada para ontem.
Para o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, 'os factos graves que conduziram à nacionalização do BPN e que lesaram o interesse nacional não podem deixar de ser alvo de uma investigação criminal célere, profunda e consistente, que responsabilize civil e criminalmente os responsáveis por essa situação'.
SAIBA MAIS
ASSEMBLEIA GERAL
A assembleia geral dos accionistas do BPN deverá realizar-se amanhã.
706 387 euros. Foi o aumento de capital da SLN proposto na ‘Operação Cabaz’.
ANULAÇÃO
Os administradores da SLN Valor propõem a anulação de todas as deliberações do conselho de administração tomadas em Junho, Julho e Agosto.
NOTAS
EMPRESA. ROQUETTE E A PLÊIADE
José Roquette, ex-presidente do Sporting, era o dono da Plêiade, empresa que chegou a ter 64 por cento do capital do Grupo Mantero, com investimentos nas ex-colónias portuguesas
FURACÃO: INSULAR EM CAUSA
O Banco Insular, que gerou as primeiras dúvidas no âmbito da ‘Operação Furacão’, está no centro das investigações do Banco de Portugal ao BPN. Está em causa buraco de 360 milhões de euros
IMOFUNDOS. COIMA REDUZIDA
O Tribunal de Pequena Instância de Lisboa reduziu ontem a coima, aplicada pela CMVM, de 100 mil para 30 mil euros. Neste caso não estavam em questão acções de especulação imobiliário
António Sérgio Azenha

Carro novo para Manuel Sebastião


O presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) tem um novo carro de serviço. Manuel Sebastião, que ontem esteve na Comissão Parlamentar de Economia, renovou o seu carro de serviço cinco meses depois de ser nomeado para aquele órgão de supervisão.
A reunião, que seria para Manuel Sebastião apresentar aos deputados a análise do mercado de combustíveis líquidos, comprovou apenas o óbvio: os revendedores demoram mais tempo a reflectir a descida do preço do petróleo do que a subida. "Temos noção de que, no ciclo de subida, houve mais do que um ajustamento por semana no preço cobrado ao consumidor final e que na altura de descida verifica-se apenas um ajustamento por semana, ainda que, por vezes, um pouco maior", reconheceu. Manuel Sebastião "absolveu" as gasolineiras, atribuindo as culpas às assimetrias do mercado internacional. "As refinarias têm que vender a preço internacional", disse. Se vendessem acima do preço de mercado não conseguiriam escoar. E mais barato não podiam responder ao nível de encomendas. Por isso, "se a refinaria ganha muito ou ganha pouco não afecta o preço antes do posto" de venda final, explicou.
O presidente da AdC reafirmou as conclusões de um estudo apresentado em Junho, em que foi analisada a Galp por ser a única refinaria em Portugal. "Não detectámos abusos de posição dominante de mercado nem cartelização das empresas petrolíferas."
Sobre as diferenças de preços nos postos dos hipermercados, o presidente da AdC disse que esta se deve a uma rede de distribuição muito maior.
Confrontado pelos deputados com dados de Julho de 2007 e Outubro de 2008, quando o petróleo tinha o mesmo custo mas com preços diferentes para o consumidor final, Manuel Sebastião respondeu que a diferença é ditada pelas "leis de oferta e procura do mercado e pela instabilidade do preço da matéria-prima".
MERCADO DO PETRÓLEO É CARTEL INTERNACIONAL
"O mercado de petróleo é um cartel que, objectivamente, não cumpre as regras de mercado". As palavras são do presidente da Autoridade da Concorrência, que admitiu ontem, perante a Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, a situação internacional nas transacções do crude.
O problema, disse Manuel Sebastião, é que "o mercado dos combustíveis líquidos a nível internacional excede a autoridade das entidades nacionais de qualquer país". Razão pela qual não é possível actuar e punir os responsáveis.
Já em Novembro, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, alertava para o facto de a fixação de preços não ter "acontecido de forma muito transparente", aludindo aos revendedores que não acompanharem as descidas do crude com a mesma rapidez das subidas.
AUDI DE 40 MIL EUROS E 7,8 LITROS AOS 100
O presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) trocou o Mercedes utilizado por Abel Mateus como carro de serviço por um Audi modelo A4 2.0 TDI com mudanças automáticas. Esta aliás, terá sido uma das razões invocadas por Manuel Sebastião para preferir o Audi ao Mercedes.
Segundo dados da marca, a versão-base custa perto de 40 mil euros e consome 7,8 litros aos 100 quilómetros em percurso urbano.
Segundo apurou o CM, os restantes vogais da Concorrência, Jaime Andrez e João Espírito Santo Noronha, mantiveram os carros (Mercedes) que estavam atribuídos aos vogais que constituíam a antiga equipa liderada por Abel Mateus.
PORMENORES
GASÓLEO MENOS DE 0,9 €
O Jumbo tem, a partir de hoje, o gasóleo a menos de 90 cêntimos por litro e a gasolina muito perto da fasquia de 1 €/litro.
HIPERMERCADOS SÃO 6,5%
Os cerca de 1500 postos de venda nos hipermercados representam 6,5% do mercado mas já asseguram 20% do total das vendas.
Miguel Alexandre Ganhão/Sofia Piçarra

Roubada e degolada por falso cliente


Está envolta em grande mistério a morte de Dulce Moreira, de 44 anos, a agente imobiliária de Viseu que anteontem o filho encontrou degolada na casa de banho de uma casa que foi mostrar a um suposto cliente, no Bairro de Santa Eugénia. A vítima deu luta ao assassino, que terá actuado de luvas porque foram encontrados poucos vestígios no corpo e na faca, de 20 centímetros de lâmina, que foi deixada no local.
"Roubaram-na e depois cortaram-lhe a garganta a sangue-frio", contou ao CM o filho da vítima. Fernando Moreira, de 29 anos, suspeita de que a mãe "caiu na ratoeira de alguém que a queria roubar". A PJ procura o homicida e não descarta qualquer hipótese. Segundo fonte policial os motivos mais consistentes são o roubo, vingança pessoal ou problemas de negócios.
Os inspectores da PJ, acompanhados pelo filho, fizeram ontem o percurso que a vítima tinha por hábito fazer. Foram ao escritório e analisaram os contactos telefónicos efectuados na segunda-feira pela agente imobiliária – que era conhecida da cidade pela "grande capacidade em alugar apartamentos".
A PJ investiga também o aparecimento, ontem de madrugada, de um carro incendiado no Bairro de São João da Carreira, e ainda o facto de dois homens – um deles com as mãos ensanguentadas – terem estado a jantar num restaurante perto do escritório da vítima e depois saído sem pagar a conta.
Dulce Moreira vivia e trabalhava em Viseu há cerca de quinze anos, mas é natural da zona de Mafra.
A única irmã, Maria Manuela Ferreira, de 59 anos, e a mãe vivem no centro de Lisboa. "Ainda nem consigo acreditar no que aconteceu" desabafa Maria Manuela ao CM. "Ela era uma trabalhadora incansável, e quando chegou a Viseu revolucionou o mercado imobiliário na cidade. Vendia e alugava casas a preços mais altos e criou muitas rivalidades no meio", conta a irmã.
PORMENORES
SUSTENTO DA FAMÍLIA
Dulce Moreira deixa dois filhos e o marido, que tem 75 por cento de incapacidade física.
AUTÓPSIA É HOJE
O corpo vai ser hoje de manhã autopsiado, na presença de elementos da PJ. O funeral ainda não está marcado.

Férias de Natal para funcionários públicos


O Governo decidiu conceder tolerância de ponto no próximo dia 24, mas os funcionários públicos poderão ainda gozar o dia 26 ou, em alternativa, o dia 2 de Janeiro. Quem optar por folgar no dia 26 irá usufruir assim de umas mini-férias de cinco dias. A decisão foi justificada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, com o período natalício, onde "é tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência".
"É concedida a tolerância de ponto no próximo dia 24 de Dezembro e, em alternativa, nos dias 26 de Dezembro ou 2 de Janeiro, aos funcionários e agentes do Estado, dos institutos públicos e dos serviços desconcentrados da administração central", informa o despacho, assinado por José Sócrates e divulgado ontem pelo Governo.
Mas a medida não se aplica a todos. Ficam excluídos da tolerância de ponto "os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período em termos a definir pelo membro do Governo competente". É o caso, por exemplo, dos hospitais.
Os funcionários que permanecerão em serviço apesar da tolerância de ponto irão, no entanto, beneficiar mais tarde de uma "equivalente dispensa do dever de assiduidade (...) em dia ou dias a fixar oportunamente" pelos dirigentes máximos dos respectivos serviços e organismos.
Para os funcionários públicos que optarem por folgar no segundo dia do ano, as mini-férias serão de quatro dias: quinta, sexta, sábado e domingo.
NOTAS
PÁSCOA
No passado mês de Março, o Governo de José Sócrates decidiu dar tolerância de ponto aos funcionários públicos na tarde de quinta-feira Santa, dia 20.
CARNAVAL
Em Fevereiro deste ano, o Governo concedeu tolerância de ponto à Função Pública na terça-feira de Carnaval, embora o dia não conste da lista de feriados obrigatórios.
FUNÇÃO PÚBLICA
Actualmente a Administração Pública conta com mais de 600 mil funcionários. O número foi reduzido devido às políticas do Governo de Sócrates.
Ana Patrícia Dias

Acusados ganharam 10 mil €/dia


Os três presidentes e os quatro administradores do BCP acusados pelo Banco de Portugal ganharam 162,3 milhões de euros em remunerações fixas e variáveis, no período compreendido entre 2002 e 2006, o que dá uma média de cerca de dez mil euros por dia.
Segundo informações dos relatórios e contas do próprio BCP, em termos médios, os nove elementos que compunham os Conselhos de Administração do banco (entre 2002 e 2006) receberam 3,6 milhões de euros por ano, só em remunerações.
Em 2002, data em que o Banco Português de Investimento (BPI) denunciou ao Banco de Portugal a utilização irregular de offshores por parte de administradores do BCP para a compra de acções do banco, as remunerações dos membros do Conselho de Administração, liderado por Jorge Jardim Gonçalves, e integrando seis dos sete administradores agora acusados, totalizaram 43,4 milhões de euros, sendo que mais de 41 milhões dizem respeito à componente variável.
No ano seguinte, os mesmos elementos do Conselho de Administração ganharam 29,5 milhões. E em 2004 mais 31,3 milhões.
No exercício de 2005, Jardim Gonçalves passa a presidência a Paulo Teixeira Pinto e a remuneração do Conselho de Administração mantém-se a mesma do ano anterior; 31,3 milhões (com 26 milhões para componente variável). No seu segundo ano à frente do BCP, Teixeira Pinto corta na remuneração da Administração que baixa para os 26,8 milhões.
Mas é em 2007, já com as investigações do Banco de Portugal suportadas por documentos que denunciavam as transacções offshore, e com Filipe Pinhal na presidência (depois da renúncia de Teixeira Pinto em 31 de Julho), que o Conselho de Administração do BCP tem o seu ano mais 'modesto'. Os nove administradores receberam 4,7 milhões de euros, sem remunerações variáveis.
Para além dos administradores foram ainda acusados dois altos funcionários do banco, Luís Gomes e Filipe Abecassis, que, no entanto, continuam a trabalhar na instituição. 'São colaboradores do banco e vão continuar em funções', adiantou uma fonte do Millennium BCP, que recusou fazer mais comentários.
CMVM DENUNCIA CASO DE INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
A CMVM vai enviar mais um relatório sobre o BCP ao Ministério Público para apuramento de eventuais responsabilidades criminais e denunciar um caso de abuso de informação privilegiada.
O Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu 'comunicar ao Ministério Público os factos que estiveram subjacentes ao processo de contra-ordenação. A CMVM vai também 'denunciar ao Ministério Público indícios de um caso de informação privilegiada com acções do BCP' e comunicar outras situações de subscrição de acções próprias em condições que indicam violações ao Código das Sociedades Comerciais.
QUEM É QUEM
JARDIM GONÇALVES, EX-PRESIDENTE
Fundou o banco em 1985; foi o presidente da administração até 2005, mas manteve cargos superiores até Dezembro de 2007.
PAULO TEIXEIRA PINTO, EX-PRESIDENTE
Entrou em 1995 para o BCP e sucedeu a Jardim como presidente do banco em apenas dez anos. Renunciou a 31 de Julho de 2007.
FILIPE DE JESUS PINHAL, EX-PRESIDENTE
Passou da CGD para o BCP em 1988. Saiu com a restante administração a 15 de Janeiro de 2008.
CHRISTOPHER DE BECK, VICE-PRESIDENTE
Entrou para o banco em 1988 e só saiu com Pinhal em 2008. Chegou a vice-presidente de Jardim Gonçalves.
A. CASTRO HENRIQUES, ADMINISTRADOR
Iniciou funções em Junho de 1995 e era vogal da administração. Foi responsável pela rede de retalho do banco.
ALÍPIO DIAS, ADMINISTRADOR
Ex-presidente do Totta & Açores foi para o BCP em 1998. Foi dos administradores mais poderosos da instituição.
A. MELO RODRIGUES, ADMINISTRADOR
Com o pelouro financeiro, estava na administração do Banco Comercial Português desde 1995.
NOTAS
GOES FERREIRA: SEM ACUSAÇÃO
Goes Ferreira, que terá sido o último beneficiário de várias transacções realizadas pelas 17 offshores do BCP, pertencia ao Conselho Superior, órgão não executivo, e não foi acusado
ESTADO: AVAL AUTORIZADO
O Estado deu ontem o aval ao empréstimo obrigacionista do Millennium BCP no valor de 1,5 mil milhões de euros destinado a manter uma estrutura de financiamento equilibrada
NOTIFICAÇÕES: DEZ NOMES
A lista de acusações do Banco de Portugal contém dez nomes; três ex-presidentes, quatro administradores, dois altos funcionários e o próprio banco

Miguel Alexandre Ganhão

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santana Lopes é candidato a Lisboa


A Comissão Política do PSD, que se reuniu esta terça-feira em Lisboa, confirmou que Pedro Santana Lopes é o candidato social-democrata à Câmara Municipal de Lisboa.
O coordenador autáquico do PSD, Castro almeida, considerou que esta 'é uma escolha totalmente pacífica e muito entusiasmante'. A Comissão Política Distrital de Lisboa já tinha aprovado há dois meses a candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa, faltando apenas o aval da Comissão Política nacional.
Castro Almeida garantiu que o nome do ex-presidente da Câmara de Lisboa foi 'uma escolha que teve origem nas estruturas concelhias de Lisboa, aprovada pela Comissão Política distrital', pela coordenadora para as eleições autárquicas e pela 'Comissão Política nacional por proposta da sua presidente', Manuela Ferreira Leite.
Para as autárquicas de 2009, Castro Almeida disse que já estão esolhidos mais de dois terços dos candidatos, mas hoje apenas anunciou dois nomes: além de Santana Lopes, Ricardo Rio é o escolhido pelos sociais-democratas a concorrer à autarquia de Braga, cidade onde preside à comissão política concelhia do partido.

Combustíveis seguem “preços internacionais”


O presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Manuel Sebastião, afirmou esta terça-feira, na Assembleia da República, que os dados recolhidos até agora indicam que os preços dos combustíveis vendidos em Portugal, antes dos impostos, “seguem claramente os preços internacionais”.
Manuel Sebastião apresentou na comissão parlamentar dos Assuntos Económicos um relatório intercalar sobre a evolução dos preços da gasolina e do gasóleo.
A partir do segundo trimestre de 2009, a AdC vai produzir a informação estatística mensal sobre o mercado dos combustíveis, enquanto até agora só fazia uma análise trimestral.
A nova informação mensal vai ficar disponível após a apresentação do relatório definitivo sobre a investigação do sector dos combustíveis, que será apresentado em Março de próximo ano.

sábado, 13 de dezembro de 2008

2180 milhões para investir no País


Governo apresenta plano de combate à criseJosé Sócrates apresentou este sábado as linhas gerais do plano de combate à crise, com o Governo a disponibilizar 2180 milhões de euros para impulsionar a economia. Investimento público, apoio às empresas e ao emprego são os três grandes sectores onde o Governo vai concentrar o seu plano de combate à crise.
Em termos de investimento público, o destaque vai para a recuperação de escolas e creches, o aumento da eficiência energética e para a modernização das infra-estruturas tecnológicas, nomeadamente a banda larga.
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, explicou que as medidas de promoção e manutenção do emprego custarão ao Estado cerca de 580 milhões de euros. Entre as iniciativas hoje aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário, conta-se a criação de mais 12 mil estágios profissionais para jovens, em particular jovens licenciados. Para as Pequenas e Médias Empresas (PME), será criada uma nova linha de crédito e reduzido o valor mínimo do Pagamento Especial por conta para 1000 euros.
O plano resulta da reunião da União Europeia que aprovou o Plano Barroso no valor de 200 mil milhões de euros para combater a crise.

Balcão único


Estado paga dívidas até 15 de AbrilO Estado vai proceder ao pagamento das dívidas vencidas a privados nos próximos quatro meses, e aponta a conclusão do processo para 15 de Abril.
A partir de dia 15, e até dia 31 de Janeiro de 2009, os credores dos organismos públicos podem recorrer ao Balcão Único, em www.sgmf.pt/rede. O sistema para reclamar o crédito é simples: basta preencher um requerimento que é enviado para o ministério que tutela o serviço devedor. Este tem um prazo de 20 dias para regularizar a dívida. A responsabilidade do pagamento pode ser assumida pelo ministério e, em último caso, pelo Ministério das Finanças e Administração Pública.
As dívidas têm que ser "certas, líquidas e vencidas", e suportadas por factura, com data anterior a 12 de Dezembro, e cuja data-limite para pagamento não passe 31 de Dezembro. Estão excluídas do programa as dívidas inseridas no Serviço Nacional de Saúde.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Novas acusações - negócio é de 2000 e envolve valores nunca conhecidos


Denúncia acusa Dias Loureiro de branqueamentoUma denúncia envolvendo Dias Loureiro, ex-ministro e actual conselheiro de Estado, foi enviada a Maria José Morgado, coordenadora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. Um grupo de empresários conta pormenores da venda da Plêiade e a compra de acções da Sociedade Lusa de Negócios, através de Dias Loureiro, apontando, ainda, factos que podem indiciar o crime de branqueamento de capitais.
Diz a denúncia que, com os negócios feitos com José Roquette em Marrocos, Dias Loureiro ganhou 250 milhões de euros. Mas, quando aqueles se zangaram e para 'não declarar' os lucros recebidos, o património da Plêiade, dado por Roquette a Dias Loureiro, foi integrado na SLN. 'Esta transacção valeu-lhe o direito de indicar três administradores da sua confiança para o grupo SLN/BPN', lê-se ainda no documento, no qual se dá conta de que parte do dinheiro acabou por ser mais tarde transferido para a UBS – União de Bancos Suíços.
A mesma exposição descreve, ainda, com pormenor como funcionava o esquema de branqueamento de dinheiro que normalmente envolvia o BPN e o mesmo banco suíço, com transferências simultâneas para que não fosse encontrado o rasto do dinheiro.
O denunciante dá também conta de que as primeiras negociações com o ministro marroquino com vista à adjudicação de um grande negócio de águas e electricidade a uma empresa de José Roquette teriam acontecido quando Dias Loureiro ainda era ministro. No entanto, aquele prometera na altura ao governante marroquino que, quando saísse do Governo, iria trabalhar com o empresário, o que efectivamente terá acontecido em 2001.
As notícias da altura confirmam o essencial da história. Quando saiu do Governo, José Roquette convidou efectivamente Dias Loureiro para integrar a Plêiade, numa época em que o grupo estava modestamente avaliado em cerca de 1 milhão e 700 mil contos. Dias Loureiro aceitou o repto e ficou com uma stock option até 15% da holding do grupo e mais 7% na repartição dos lucros. As acções foram baratas, mas a liderança de Dias Loureiro terá potenciado os lucros.
As notícias dão conta de que foi Dias Loureiro que conseguiu garantir uma concessão no fornecimento de água e electricidade a Rabat. A Águas de Portugal ainda recusou a parceria, mas a EDP aceitou-a, num negócio que envolveu a empresa espanhola Dragados. O negócio da Redal – empresa que assume a liderança – exige um forte investimento, mas é lucrativa na hora da venda, já no grupo SLN/BPN.
FOI NOMEADO ADMINISTRADOR
A 30 de Novembro de 2001, meses depois da venda da Plêiade, Dias Loureiro foi nomeado administrador executivo no Banco Português de Negócios. Deslocou-se com Oliveira e Costa a Porto Rico onde trataram da aquisição das duas tecnológicas (que fabricavam máquinas alternativas às usadas pela rede multibanco), um dos cinco dossiês a que Dias Loureiro esteve ligado enquanto gestor da SLN. A Biometrics fecharia as portas três meses depois de ser adquirida pela SLN, tendo a NewTech decretado falência por falta de actividade.
QUEIXA
A queixa foi enviada a Maria José Morgado no passado mês de Novembro. Seguiu cópia para o procurador-geral da República e foi dado um prazo aos magistrados, sob pena de o caso ser tornado público, caso não houvesse qualquer diligência.
ESTATUTO DO GESTOR PÚBLICO NO BPN
Os membros do Conselho de Administração do Banco Português de Negócios (BPN) nomeados pelo Estado vão estar sujeitos ao Estatuto do Gestor Público que limita os mandatos dos órgãos sociais e obriga à contratualização por objectivos.
O salário dos gestores executivos do BPN passa a ser definido pelo Governo 'com base nos preços do mercado'. Os gestores terão ainda que declarar rendimentos e riqueza junto da Procuradoria-Geral da República e da Inspecção-Geral de Finanças. As indemnizações ficam limitadas a um ano de salários.
Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira afirmou que o diploma, no essencial, pretende 'conformar' o banco 'com a actual natureza de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos'.
Entre as alterações agora operadas, Pedro Silva Pereira destacou as mudanças 'no modelo de governação, de forma a ajustar o regime jurídico aplicável à nova situação'.
'É eliminada a figura do Conselho Superior na medida em que se trata de um órgão destinado a reunir os accionistas e agora estamos perante um quadro novo de accionista único', frisou.
BPN RECEBIA COMISSÃO
A denúncia dá conta de que as transferências de dinheiro de Portugal para a Suíça implicavam uma comissão para o BPN.
Haveria também fluxos nos dois sentidos. Clientes portugueses que queriam transferir dinheiro para a Suíça, para ocultar os rendimentos, e os que pretendiam fazer o dinheiro regressar a Portugal, para o poderem usar, mas já devidamente lavado.
A mesma denúncia, enviada agora a Maria José Morgado, diz ainda que Oliveira e Costa, preso preventivamente recentemente, foi obrigado a passar muito dinheiro por empresas offshore, devido à necessidade de branquear dinheiro.
Recorde-se, ainda, que Oliveira e Costa está neste momento indiciado por sete crimes, sendo que o que prevê uma moldura penal mais grave é mesmo o de branqueamento de capitais.
ROQUETTE FOI PREJUDICADO NO NEGÓCIO
A denúncia dá conta de que José Roquette teria sido fortemente prejudicado no negócio da Plêiade. Diz ainda que o empresário e o ex-ministro se desentenderam sobre a forma como deveria ser recebida a participação, se antes ou depois de os negócios se concretizarem. A mesma carta explica depois que José Roquette se tem preferido manter em silêncio, embora tenha sido obrigado a entregar valores superiores aos normais naquele tipo de negócios. 'Para evitar atritos', explica a denúncia, garantindo que o pagamento em acções da Plêiade teria sido sugerido por Dias Loureiro.
SAIBA MAIS
OMNI AVIAÇÃO SGPS
A Plêiade tem 18,54 por cento da OMNI Aviação, empresa especializada em voos executivos, voos de emergência e fotografia aérea.
6,3 milhões de euros de prejuízo foi o resultado líquido do exercício de 2007. O total do passivo da empresa ascendia a mais de 32 milhões de euros no final do ano passado.
FRANQUELIM ALVES
O presidente da empresa até 2007 foi Franquelim Garcia Alves e a administração é composta por Luís Gonçalves Gomes, António Roquette e António Lencastre Bernardo.
20 milhões de euros é o capital social da Plêiade, que foi constituída em Junho de 1992 e que actualmente tem apenas quatro empregados.
MAIORIA ESTÁ CONTRA DIAS LOUREIRO
Das pessoas que acompanharam o caso BPN, cerca de 64,5 por cento acredita que Dias Loureiro praticou irregularidades quanto esteve no banco.
VOTANTES NA CDU E NO BE MAIS CRÍTICOS
São os votantes na CDU e no Bloco de Esquerda (com 65,3 e 61,8, respectivamente) quem mais acredita nas irregularidades de Dias Loureiro.
DIAS LOUREIRO E O CASO BPN
Dias Loureiro, membro do Conselho de Estado escolhido por Cavaco Silva, apresentou-se na Comunicação Social explicando que não cometeu qualquer irregularidade quando foi dirigente do banco BPN, cujo ex-presidente está em prisão preventiva.
Tem conhecimento das explicações de Dias Loureiro?
Conhece - 64,3%
Não conhece - 35,7%
Base - 64,3% do total dos inquiridos
Dias Loureiro praticou irregularidades quando foi dirigente do BNP?
Sem opinião - 16,4%
Não praticou irregularidades - 11,1%
Praticou irregularidades - 64,5%
FICHA TÉCNICA
Objectivo: Notoriedade das explicações de Dias Loureiro e caso BPN. Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel. Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 266 a homens e 334 a mulheres; 155 no Interior, 207 no Litoral norte e 238 no Litoral Centro Sul; 202 em aldeias, 177 em vilas e 221 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I. (Computer Assisted Telephonic Interview). Trabalho de campo: O trabalho de campo decorreu entre os dias 3 e 5 de Dezembro de 2008, com uma taxa de resposta de 76,9%. Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

Empresário defende congelamento de investimentos


Belmiro contra grandes projectosO empresário Belmiro de Azevedo defendeu esta sexta-feira o congelamento de alguns dos grandes investimentos previstos pelo Governo em infra-estruturas, sustentando que “quem não tem dinheiro não tem vícios”.
“Não temos dinheiro para todos os grandes projectos previstos em Portugal e quem não tem dinheiro não tem vícios”, disse o empresário, durante o seminário “The World in 2050”, no Porto.
Um dos projectos que Belmiro de Azevedo adiava era o TGV. O empresário admitiu que “gostaria de o ter, mas quando o país tivesse dinheiro para isso e o tráfego o justificasse”.
O antigo patrão da SONAE deixou alguns conselhos ao Governo para ultrapassar a crise, como a aposta no empreendorismo e em “actividades económicas chave”, onde o país tem “muito potencial”, como a floresta, o mar, o turismo ou a agricultura. É que, alertou, “o produto potencial em Portugal tem caído nos últimos quatro/cinco anos, o que significa que, se um dia” o país “tiver a felicidade” de a economia acelerar, “só terá sucata para trabalhar, não terá máquinas, nem recursos humanos de qualidade”.
“SE CAÍSSEM DOIS OU TRÊS BANCOS NÃO SE NOTAVA”
Belmiro de Azevedo comentou ainda os apoios dados pelo Governo ao sistema financeiro, considerando que “se caíssem dois ou três bancos em Portugal não se notava”.
“Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona”, questionou.
Em vez de dar apoios aos bancos, o empresário defendeu que estes deviam ser disponibilizados à actividade industrial, que “gera a maior parte do emprego, directa e indirectamente, e ainda é responsável pela liderança da Europa face às economias emergentes”.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Habitação: Famílias do regime bonificado queixam-se à Deco


Estado saca nas contas bancárias Dezenas de famílias com crédito à habitação bonificado estão a ser surpreendidas com o débito de centenas de euros das suas contas, desde o início deste mês. Em alguns dos casos, terão sido avisadas previamente pelos bancos, noutros não, explicou ao Correio da Manhã fonte da DECO.
A associação de defesa do consumidor já recebeu cerca de duas dezenas de queixas, mas ainda está a recolher informação sobre os casos reportados, acreditando que poderá ter a ver com a cessação da bonificação. Ao CM, um dos visados explicou que, segundo informações bancárias, terá havido um atraso de cerca de um ano na comunicação da Direcção-Geral do Tesouro às instituições que concederam o crédito. Por causa disso, as prestações, desde Setembro de 2007 a Setembro de 2008, mantiveram-se iguais quando deveriam ter sido aumentadas em função da alteração dos rendimentos.
"Agora, foram buscar o dinheiro todo, sem sequer avisar", explicou revoltado um dos clientes que, com uma prestação mensal de 169 euros, viu ser retirado da sua conta "mais de 400 euros, de uma só vez".
Questionado pelo CM, o Ministério das Finanças não deu, até à hora de fecho desta edição, explicações para o débito destas quantias nas contas dos clientes.
DETALHES
415 MIL FAMÍLIAS
Existem 415 mil agregados familiares com crédito bonificado – apesar da sua extinção em 2002 – distribuídos por quatro escalões.
50 ANOS
O Governo alargou, a partir de 15 de Julho passado, o prazo máximo de 30 para 50 anos. Uma opção que deve ser bem ponderada, segundo a DECO.
1300 EUROS
Cerca de 85 por cento dos agregados recebem em torno de 1300 euros.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Caso do Estatuto dos Açores...


Santana acusa Marcelo de "extrema incorrecção intelectual"Pedro Santana Lopes acusou Marcelo Rebelo de Sousa de "extrema incorrecção intelectual" quando comentou as suas declarações sobre as pressões de José Sócrates para provocar eleições antecipadas. O ex-líder parlamentar do PSD assegurou que "nunca disse que Cavaco Silva tomava a decisão de motu próprio, para se vingar, ou de presente".
'O comentador usou de extrema incorrecção intelectual. E sabe-o. Irrita-se quando outros dizem o que ele gostava de ter dito e vai de distorcer tudo. O que fazer? Ignorá-lo?', escreveu Santana Lopes no seu blogue pessoal.
O ex-presidente do PSD reagia aos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa que ontem, no programa 'As escolhas de Marcelo, na RTP1, considerou uma 'tonteria absoluta' o cenário de que o Presidente da República poderia antecipar as eleições legislativas por causa do conflito com o Governo acerca do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Santana Lopes também não gostou das observações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre as faltas dos deputados, que defendeu sanções para os faltosos. 'Já agora, oh comentador: está preocupado com as faltas dos Deputados? Falou nas sanções dos tempos de Cavaco Silva... E no seu tempo? Quantas faltas houve? Não acontecia? E, já agora, quer ver as faltas na votação final do Orçamento de Estado? Falou de Deputados com peso...', atirou Santana.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Em Herdade na Vidigueira - Oliveira e Costa construiu bunker


Os investigadores do caso BPN descobriram um bunker na herdade de Oliveira e Costa na Vidigueira, que estava equipado com Câmaras de vídeo que gravavam todos os movimentos.
O bunker, com cerca de 100 metros quadrados, tinha já uma parte terminada e outra encontrava-se ainda em fase de projecto, adiantou este sábado o semanário ‘Sol’. O esconderijo foi construído na Herdade Paço dos Infantes, na Vidigueira, para onde esteve projectado um dos maiores investimentos turísticos do grupo BPN no Baixo Alentejo.
Os investigadores só descobriram o abrigo, quando, em recentes buscas, encontraram a sua entrada, que estava alagada pelas chuvas que têm caído nas últimas semanas.
Os motivos que levaram Oliveira e Costa, detido a 21 de Novembro, a construir o bunker ainda não foram esclarecidos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Adesão elevada


Fenprof confirma maior greve de sempreA greve de professores registou esta quarta-feira uma adesão de 94%, com centenas de escolas encerradas por todo o País, garante a Plataforma Sindical de Professores que afirma também que este é já o maior protesto de sempre do sector. O ministério da Educação, por sua vez, refere que a participação na greve foi de 61%.
"É a maior greve de sempre dos professores em Portugal", disse ao final da tarde de hoje, em conferência de imprensa, o porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, Mário Nogueira.
Os números avançados pelos sindicatos divergem, no entanto, dos apresentados pelo ministério da Educação, que avança que a greve dos professores registou hoje uma adesão de 61 por cento, obrigando ao encerramento de 30 por cento das escolas do país.
Esta tarde Mário Nogueira já avançava uma previsão de que esta seroa a maior paralisação de sempre. 'Este é um dia que vai ficar na história dos professores portugueses que estão a fazer a maior greve de sempre, com adesões entre os 90 e os 100 por cento. Há concelhos inteiros onde a adesão é total', disse o porta-voz da plataforma sindical, ao final da manhã, num primeiro balanço do protesto.
Nogueira disse sentir 'orgulho por dar voz ao protesto dos professores' e assegurou que 'se o governo não recuar as lutas previstas vão continuar'. 'Precisamos de sinais do Governo suficientemente fortes para que isso não aconteça', disse.
Já o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, garantiu que 'a esmagadora maioria das escolas está a funcionar', declaração que suscitou uma reacção violenta de Mário Nogueira. 'É uma pouca vergonha', desabafou o líder sindical, à porta da Escola Marquesa de Alorna, em Lisboa, onde apenas uma professora deu aulas. 'Vou para casa jogar computador, devia haver mais greves', dizia um aluno, visivelmente satisfeito.
Durante a manhã, Mário Nogueira esteve na Escola Secundária Gil Vicente, na Graça, em Lisboa. Neste estabelecimento de ensino a adesão à paralisação foi de 92 por cento. 'Somos tão insuspeitos que até escolhemos a escola com menor adesão', ironizou. O secretário-geral da Fenprof reiterou que 'a disponibilidade dos sindicatos para negociar é completa', salientando que o Governo 'tem de compreender que a quase totalidade dos professores é contra o sistema de avaliação que o executivo quer aplicar. 'O Governo vai ter de tirar consequências políticas”, frisou.
João Cortes, presidente do conselho executivo da Escola Secundária Gil Vicente justificou o fecho deste estabelecimento de ensino com “a falta de condições para ter os alunos em segurança sem aulas”, assinalando que “a segurança é uma questão prioritária”. Segundo este responsável, era suposto estarem na escola 47 professores no turno da manhã, mas só apareceram quatro.

Afirma José Sócrates


Portugueses com mais rendimento disponível em 2009O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou esta quarta-feira que as famílias portuguesas vão ter melhor rendimento disponível em 2009, em consequência das reduções das taxas de juro, do preço dos combustíveis e da inflação.
"As famílias portuguesas podem esperar ter um melhor rendimento disponível em 2009, que advirá da baixa da Euribor e da baixa da taxa de juro. Isso vai aliviar muito as famílias nas suas prestações para pagarem os créditos à habitação, que são hoje uma componente muito significativa das despesas familiares", afirmou José Sócrates, no decorrer da cerimónia de assinatura de um plano de apoio ao sector automóvel, em São Bento.
O Banco Central Europeu (BCE) deverá reduzir quinta-feira as taxas de juro de referência entre 50 e 75 pontos base para entre 2,75 e 2,5 por cento, após os cortes de Outubro e Novembro de meio ponto percentual cada um.
"As famílias portuguesas podem esperar em 2009 ter uma inflação mais baixa e portanto ganharem poder de compra, como vão ganhar poder de compra os funcionários públicos", afirmou também o primeiro-ministro.
Sócrates salientou ainda que as famílias portuguesas "podem também esperar ver as suas despesas reduzidas com a gasolina, fruto da baixa do preço do petróleo".
Os preços do petróleo voltaram hoje a cair para novos mínimos de três anos, e já perderam mais de 100 dólares por barril desde que atingiram o seu valor recorde de mais de 147 dólares por barril em Julho deste ano.

domingo, 30 de novembro de 2008

Escala em Portugal: 'Queen Elizabeth II'


Navio de milionários faz última viagemChega quinta-feira a Lisboa o mais famoso navio de cruzeiro do Mundo, naquela que é a sua última viagem, depois de 41 anos a cruzar os mares. O ‘Queen Elizabeth II’ foi o primeiro navio a percorrer cinco milhões de milhas náuticas. Transportou mais de 2,5 milhões de passageiros e empreendeu 25 cruzeiros à volta do Mundo.
Na capital portuguesa, única escala no Atlântico, o navio atraca pelas 08h00 e parte nove horas depois rumo a Gibraltar. Hotel flutuante em que viajaram reis e presidentes, mas também soldados e náufragos, na derradeira viagem só teve acesso quem pagou uma soma verdadeiramente milionária.
Com lotação esgotada, logo após ser divulgado que o navio fazia a sua última saída, o cruzeiro de cinco estrelas, que tem início terça-feira em Southampton, em Inglaterra, e termina a 27 no Dubai (Emirados Árabes Unidos), tinha por preço mínimo 5032 euros.
O ‘Queen Elizabeth II’ irá também atracar em Civitavecchia para uma visita a Roma, em Nápoles (visita à ilha de Capri), em Malta e Alexandria (com deslocação ao Cairo e às Pirâmides de Gizé). Após o canal do Suez, o navio tem por última escala o Dubai.
Chegado ao Golfo Pérsico, o ‘Queen Elizabeth II’, que enfrentou uma vaga de 29 metros no Atlântico em 1995, provocada pelo furacão ‘Luis’, será transformado num hotel flutuante, acostado na ilha artificial de The Palm Jumeirah. A venda aos árabes da Istithmar rendeu à Carnival 78 milhões de euros. Para o sultão Ahmed bin Sulayem foi um bom negócio. 'Hoje, é o mais famoso navio de cruzeiro, milhares vão querer conhecer o seu interior', disse.
'QUEEN ELIZABETH II'
Construído nos estaleiros de Clyde, na Escócia, o 'Queen Elizabeth II' foi lançado ao mar em Setembro de 1967, sendo madrinha a rainha Isabel II. A 22 de Abril de 1969 efectuou a sua primeira viagem entre Southampton, no Reino Unido, e Las Palmas, nas Canárias.
BILHETE DE IDENTIDADE
Proprietário: Istithmar
Ano de baptismo: 1967
Peso: 70 327 toneladas
Altura: 52,2 metros
Largura: 32,03 metros
Comprimento: 293 metros
Velocidade de cruzeiro: 28,5 nós (53 Km/h)
Pisos: 13

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Euribor a seis meses desce


Empréstimos à habitação com taxas abaixo dos 4%A taxa da Euribor a seis meses, principal indexante dos empréstimos à habitação, caiu ontem 0,025 pontos percentuais para 3,995 por cento, de acordo com a Federação Europeia dos Bancos. Há analistas que antecipam uma descida de taxas, até Julho do próximo ano, até 1,5 por cento, o que baixará fortemente as prestações das famílias.
Num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, a descida na prestação, até Dezembro, pode ser de 50 euros.
Por seu turno, a Euribor a três meses, outra das referências para o crédito à habitação em Portugal, desceu 0,033 pontos percentuais para 3,937 por cento, para o mínimo desde 3 de Abril de 2007.
As estimativas apontam para um corte de 75 pontos-base, sendo que durante o próximo ano se deverá assistir a novas reduções do preço do dinheiro.
O Citigroup, numa nota recente, admitiu mesmo que o BCE pode chegar à taxa zero para acelerar a queda das Euribor.
EVOLUÇÃO DA EURIBOR A SEIS MESES EM 2008
Data
Percentagem
25 Janeiro
4,395
28 Março
4,733
20 Maio
4,928
2 Julho
5,153
3 Julho
5,165
16 Agosto
5,160
16 Setembro
5,192
29 Setembro
5,315
21 Outubro
5,030
27 Outubro
4,964
25 Outubro
3,995
Fonte: Jornal de Negócios /Elaboração própria

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tribunal de Viseu condenou jovens da JCP por pintarem mural...


O Tribunal de Viseu condenou ao pagamento de 350 euros de multa dois militantes da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), pelo crime de dano simples, por terem pintado um mural onde anunciavam o congresso da estrutura partidária. Os jovens, de 25 e 29 anos, foram detectados às 23:10 de 11 de Abril de 2006 pela PSP de Viseu a pintar uma parede do viaduto da circunvalação, junto à Universidade Católica, tendo a Câmara Municipal de Viseu, responsável pela sua manutenção, apresentado queixa. O Tribunal considerou provados todos os factos da acusação. Cada um dos jovens terá de pagar uma multa de 50 dias à taxa diária de sete euros e, solidariamente, 102 euros de indemnização à Câmara de Viseu pelos gastos que teve para eliminar as pinturas.

Avaliação dos Professores


Presidentes avaliados por directores regionaisOs presidentes dos conselhos executivos das escolas vão ser avaliados pelos directores regionais de Educação, tendo por base o sistema de avaliação de desempenho na Administração Interna. A medida está inserida no projecto decreto-regulamentar da avaliação de desempenho docente do Ministério de Educação (ME), divulgado esta terça-feira.
Segundo a proposta da tutela, que concretiza as medidas de simplificação anunciada na passada quinta-feira pela ministra da Educação, “os membros das direcções executivas são avaliados nos termos do regime que estabelece o sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho do pessoal dirigente da Administração Interna”.
O projecto estipula ainda que os presidentes dos conselhos executivos vão ser avaliados pelos directores regionais de Educação enquanto que os restantes membros das direcções executivas são avaliados pelo respectivo presidente ou director.
A proposta do ME é discutida sexta-feira com as várias estruturas sindicais

Caso : BPN


Cavaco confia "plenamente" em Dias LoureiroO Presidente da República, Cavaco Silva, garantiu hoje que confia 'plenamente' em Dias Loureiro. À margem da cerimónia de inauguração da sede das Misericórdias Portuguesas, em Lisboa, Cavaco Silva disse que se reuniu ontem com o conselheiro de Estado e ex-ministro, para discutir o caso BPN, e que da conversa com Dias Loureiro ficou com a certeza de que 'não há razão para duvidar da sua palavra'. 'Acredito que não cometeu nenhuma ilegalidade', sublinhou Cavaco Silva.
O Presidente da República, que foi acompanhado na cerimónia pela ministra da Saúde, Ana Jorge, e pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, considerou ainda que a situação de Dias Loureiro não o incomoda. 'São 19 os conselheiros de Estado. Todos me merecem o maior respeito. O Presidente da República não faz julgamentos nem faz investigações'.
Entretanto, Cavaco Silva recusou pronunciar-se sobre uma eventual alteração da legislação aplicável aos conselheiros de Estado, dizendo apenas que a lei em vigor foi a que recebeu quando iniciou funções como Chefe de Estado e “é aquela que está em vigor'.
Sofia Rato

Crise: BPN PAGOU ORDENADOS ATÉ 2005...


Dias Loureiro esteve ligado ao BPN até 2007O conselheiro de Estado Dias Loureiro manteve relações com a Sociedade Lusa de Negócios SGPS até 2007, altura em que ocupava o cargo de vogal do conselho de administração (não remunerado), apurou o CM.

Belém: Chefe de Estado esclarece relação com BPN
Cavaco trava campanha de “mentiras e insinuações”Numa atitude inédita, o Presidente da República mandou publicar ontem no site da Presidência um comunicado para suster o que classificou de tentativas de associar o seu nome ao processo polémico do Banco Português de Negócios (BPN). O caso está a gerar algum mal-estar em Belém e a prova disso é que Cavaco Silva quis fazer um esclarecimento público a um domingo, 48 horas após a entrevista de Dias Loureiro, ex-gestor da Sociedade Lusa de Negócios – holding que detinha o BPN – e seu conselheiro de Estado.
"Não pode o Presidente da República tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome." Foi com estas palavras que Cavaco Silva procurou suster uma campanha para o tentar envolver no caso BPN e esclarecer a sua situação bancária. Naquele banco, o Presidente possui apenas fundos mobiliários.
Nos últimos dias, apurou o CM, surgiu uma onda de boatos e rumores, segundo os quais o BPN teria contribuído para a campanha presidencial, Cavaco Silva teria sido um dos políticos que trabalhou para o sucesso do BPN, teria levado accionistas do banco à Rússia em 2007 (visita que nunca se realizou) e até teria assessorado aquele banco. Estes rumores levaram a perguntas directas dos media a Belém para que explicasse estas situações.
Confrontada, a Presidência reagiu com um comunicado, no qual esclarece a sua relação bancária. Por esclarecer ficou se Cavaco Silva mantém ou não a confiança em Dias Loureiro.
RENDIMENTOS DO PR
DECLARAÇÃO
Na declaração entregue no Tribunal Constitucional, apresentou 5900 euros de rendimentos de trabalho dependente e 70 971 euros de independente. Declarou 2928 euros de rendimentos de capitais e 182 404 euros de pensões. Valores referentes a 2005.
PATRIMÓNIO
Possui um prédio urbano em Albufeira, um terreno em Boliqueime, um apartamento em Lisboa e quatro prédios urbanos e cinco rústicos em Loulé.
ACÇÕES
Detém 54 mil acções do BCP, 6000 da EDP, 5300 do BPI, 3100 da PT, 3000 da Jerónimo Martins e 500 da Brisa.
FUNDOS MOBILIÁRIOS
No BPN, possui 483 310 unidades de participação no fundo multimanager 10% e 578 034 a 5%. No BCP, detém 2340 unidades de participação na AF Acções de Portugal, 14 993 na PB-JPMF e 438 no Millennium Eurocarteira. No BPI, possui 1458 unidades de participação e na CGD 1506.
COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
A Presidência da República procede à divulgação do seguinte comunicado:
"Nos últimos dias, detectou a Presidência da República, face a contactos estabelecidos por jornalistas, tentativas de associar o nome do Presidente da República à situação do Banco Português de Negócios (BPN).
Não podendo o Presidente da República tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome, esclarece-se o seguinte:
1. O Prof. Aníbal Cavaco Silva, no exercício da sua vida profissional, antes de desempenhar as actuais funções (nem posteriormente, como é óbvio):
a) nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das suas empresas;
b) nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas;
c) nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas.
2. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher:
a) nunca contraíram qualquer empréstimo junto do BPN;
b) não devem um único euro a qualquer banco, nacional ou estrangeiro, nem a qualquer outra entidade.
3. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher têm, há muitos anos, a gestão das suas poupanças entregues a quatro bancos portugueses – incluindo o BPN, desde 2000 – conforme consta, discriminado em detalhe, na Declaração de Património e Rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, a qual pode ser consultada.
As aplicações feitas pelos bancos gestores constam, detalhadamente, da referida Declaração de Património, entregue no Tribunal Constitucional – assim como o número de todas as contas bancárias do casal, excepto uma, aberta no Montepio Geral, por acolher apenas depósitos à ordem – a qual, repete-se, pode ser consultada.
As alienações de títulos efectuadas pelos bancos gestores constam, nos termos da lei, e como pode ser verificado, das declarações de IRS do Prof. Aníbal Cavaco Silva e de sua Mulher, preenchidas com base nas informações fornecidas anualmente pelos referidos bancos.
4. Ao tomar posse como Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher deram instruções aos bancos gestores das suas poupanças para não voltarem a comprar ou vender quaisquer acções de empresas portuguesas, excepto no exercício de direitos de preferência.
Palácio de Belém, 23 de Novembro de 2008
CAVAQUISTAS NO BPN
Algumas figuras de destaque da Sociedade Lusa de Negócios, holding que detinha o Banco Português de Negócios (BPN), trabalharam com Cavaco Silva em funções executivas ou tiveram cargos de relevo.
OLIVEIRA E COSTA
Foi secretário de Estado dos Assuntos Fiscais entre 1987-1991.
DIAS LOUREIRO
Foi dos mais influentes ministros de Cavaco. É conselheiro de Estado.
DANIEL SANCHES
Dirigiu o SIS no tempo em que Dias Loureiro tutelou a Administração Interna.
RUI MACHETE
Foi deputado. Lidera a FLAD e presidiu ao Conselho Superior da SLN.
LENCASTRE BERNARDO
Foi director do SEF, com Dias Loureiro, e considerado um dos seus braços-direitos.
ARLINDO DE CARVALHO
Foi ministro da Saúde. Terá pedido 20 milhões de empréstimos ao grupo BPN.
DUARTE LIMA
O ex-líder parlamentar pediu ao BPN um empréstimo de 5 milhões, diz a Deloitte.
PGR DISPONÍVEL PARA FALAR
O procurador-geral da República (PGR), António Pinto Monteiro, reafirmou ontem a sua disponibilidade para prestar esclarecimentos sobre o caso BPN no Parlamento, sublinhando que cabe aos deputados decidir se existe relevância no seu depoimento.
"A Assembleia da República decidirá se tem ou não interesse o procurador ir." [...] Fui contactado e disse que estava disponível", afirmou Pinto Monteiro, no final do VIII Congresso da Associação Sindical de Juízes, na Póvoa de Varzim. A disponibilidade do PGR surge também na sequência da viabilização, pelo grupo parlamentar do PS, de uma comissão de inquérito ao caso.
Em todo o caso, para Pinto Monteiro, o facto de "haver ou não haver" comissão de inquérito parlamentar "não adianta nem atrasa" a sua deslocação ao Parlamento, para divulgar "pormenores e elementos que podem ter interesse" sobre o processo, "respeitando em absoluto o segredo de justiça".
Recorde-se que o CDS-PP entregou quinta-feira uma proposta para a constituição de uma comissão de inquérito às irregularidades encontradas no BPN. Nesse mesmo dia, o ex-presidente do BPN foi detido, tendo ficado, na sexta-feira, em prisão preventiva, por decisão judicial.
Ainda assim, só três dias após a entrega da proposta do CDS-PP e face à constituição de Oliveira e Costa como arguido por suspeita de burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, entre outros crimes, a maioria socialista comunicou o apoio à iniciativa centrista. Isto depois de os deputados do PS terem negado a audição dos ex-administradores do banco, entre os quais Dias Loureiro.
PS QUER ACLARAR "REVELAÇÕES"
O líder do grupo parlamentar do PS, Alberto Martins, justificou a decisão de viabilizar a comissão de inquérito como forma de "contribuir para a aclaração de revelações e contradições evidenciadas em declarações recentes". Também Ricardo Rodrigues disse que vieram a público dados que tornam prioritário o esclarecimento dos factos.
"SAUDAMOS ESSA MUDANÇA"
O PSD acolhe positivamente a mudança de posição do PS ao decidir viabilizar um inquérito parlamentar ao caso BPN. "O PSD nunca compreendeu por que é que o PS esteve contra isto até agora", afirma o líder parlamentar, Paulo Rangel. "Mas agora mudou de posição e saudamos essa mudança", diz.
MARTA DEIXOU FUNÇÕES EM 2006
António Manuel Martins Pereira Marta nasceu em 1946 e licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Antes da sua nomeação para vice-governador do Banco de Portugal, em 1994, ocupava o cargo de vice-presidente da Comissão Executiva do Banco de Comércio e Indústria. António Marta deixou o Banco de Portugal em 2006.
PRISÃO
Oliveira e Costa está detido junto à PJ de Lisboa. À hora das visitas registou-se grande afluência de familiares e amigos dos detidos, mas ninguém se identificou como visita do banqueiro.

Ana Patrícia Dias / Cristina Rita

sábado, 8 de novembro de 2008

A Origem da Fogueira...


De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França). Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A MUDANÇA CHEGOU Á AMÉRICA


"A mudança chegou à América""Se alguém duvidava de que neste país todos os sonhos podem ser realizados, se alguém duvidava do poder da democracia, esta noite tiveram a sua resposta". Foi com estas palavras que o novo presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, iniciou ontem o seu discurso de vitória perante mais de 125 mil apoiantes reunidos no Grant Park de Chicago.
'Demorámos muito tempo a chegar até aqui, mas esta noite, a mudança chegou à América', afirmou Obama, que subiu ao palco na companhia da esposa, Michelle, e das filhas. Num discurso tranquilo mas recheado de significado, o primeiro presidente negro da História dos EUA recordou a sua avó, que faleceu no dia anterior às eleições, agradeceu o apoio da esposa, que disse ser 'a pessoa mais importante da sua vida', e felicitou McCain, lembrando o seu 'sacrifício pela América'.
Obama não esqueceu no seu discurso os soldados no Iraque e no Afeganistão, nem a crise que ameaça a economia dos EUA, tendo pedido a todos os americanos, democratas e republicanos, para se unirem neste momento difícil: 'A vitória não é dos estados azuis nem dos estados vermelhos, mas sim dos Estados Unidos da América', frisou.
'O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos', afirmou ainda, antes de terminar o discurso com o lema da sua campanha: 'Sim, podemos'.

terça-feira, 4 de novembro de 2008



O frio intenso e o vento podem ter efeitos nefastos sobre a saúde, sobretudo de pessoas idosas, crianças e sem-abrigo.




Quais são os grupos de risco?
As pessoas idosas constituem um grupo especialmente vulnerável, quando apresentam deficiência do sistema termoregulador ou quando ficam sujeitas a uma agressão térmica muito intensa.As pessoas idosas sofrem de diminuição da percepção do frio, menor capacidade de resposta cardiovascular e diminuição da massa muscular.
Pessoas com doenças crónicas, em especial doenças cardiovasculares e respiratórias, diabetes, doenças da tiroideia, perturbações da memória, problemas de saúde mental, alcoolismo ou demência;
Pessoas que tomam certos medicamentos, como psicotrópicos ou anti-inflamatórios;
Pessoas com redução da mobilidade;
Pessoas com dificuldades na realização das actividades da vida diária;
Pessoas mais isoladas;
Pessoas em situação de exclusão social.
Não se esqueça de que:
O arrefecimento e o enregelamento podem ser responsáveis por lesões corporais graves ou muito graves, podendo vir a ser mortais;
Áreas fechadas, com lareiras e braseiras, constituem risco acrescido de incêndios e intoxicações pelo monóxido de carbono;
Em caso de mal-estar atribuível ao frio, deve consultar o médico.
Recomendações para vagas de frio intenso:
Utilizar roupa quente suplementar;
Cobrir a cabeça, utilizando chapéu ou gorro, proteger as mãos com luvas e utilizar calçado adequado para evitar perdas de calor;
Manter-se activo, fazendo pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos, para activar a circulação sanguínea;
Beber bebidas quentes e comer refeições quentes;
Tentar manter uma temperatura ambiente entre 20ºC e 21ºC;
Vedar bem as portas e janelas;
Manter-se atento aos avisos e recomendações das autoridades.
Para mais informações:
Contacte a linha Saúde 24 - 808 24 24 24Direcção-Geral da Saúde Autoridade Nacional de Protecção Civil

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Aumento dos combustiveis


01 Maio 2008 - 11h00
Petróleo: Petrolíferas sob investigação
Aumento rende mil milhões em quatro mesesOs aumentos dos preços dos combustíveis verificados nos primeiros meses deste ano, 15 cêntimos no litro do gasóleo e 10 cêntimos no da gasolina, renderam 775 milhões de euros para as empresas petrolíferas e mais 205 milhões de euros para os cofres do Estado.
Atendendo a que em Portugal, segundo dados da Direcção-Geral de Energia (DGE), se gastam mensalmente cinco milhões de toneladas de gasóleo e um milhão e 800 mil toneladas de gasolina e repartindo 4 cêntimos de aumento por mês no gasóleo e 2,5 cêntimos por mês na gasolina, o lucro líquido foi de perto de mil milhões de euros, sendo que o Estado arrecada 21 por cento, verba correspondente ao IVA.
De resto, como o preço do barril de petróleo se mantém na casa dos 70 euros desde meados de 2006, já que a valorização do euro face ao dólar tem sido superior à subida do preço do ouro negro (ver gráficos), estes contínuos aumentos do preço dos combustíveis em Portugal têm resultado em principal benefício do Estado e das empresas petrolíferas.
'Isto é um roubo, uma saga gananciosa ao bolso dos portugueses, que está a ser levada a cabo pelas petrolíferas, com a bênção do Governo', disse ao Correio da Manhã António Saleiro, o presidente da Associação dos Revendedores da Petrogal (ARCPN), sublinhando que 'quem ganha com este roubo escandaloso têm sido as petrolíferas'.
Mas este dirigente, que também é revendedor, diz que 'a culpa não é das empresas, que fazem pela vida e olham pelos interesses dos accionistas, mas do Governo, que devia regular o sector, impedir a especulação reinante e se demite dessa responsabilidade'.
Face às subidas sucessivas de preço, numa conjuntura de valorização do euro face ao dólar, o Ministério da Economia anunciou ontem que pediu à Autoridade da Concorrência para que analise, com urgência, a formação do preço de combustíveis em Portugal, de forma a garantir que este reflicta os custos de produção.
'Tendo em conta que em apenas quatro meses, ocorreram já catorze subidas nos combustíveis, o Ministério da Economia não pode deixar de estar alerta para as consequências destes aumentos na esfera dos consumidores portugueses', acrescenta a nota enviada pelo gabinete do ministro Manuel Pinho.
A instituição liderada por Manuel Sebastião respondeu, afirmando que vai 'corresponder, com urgência' à solicitação de Manuel Pinho.
GASÓLEO SOBE EM ESPANHA 23,5 POR CENTO NUM ANO
Abastecer em Espanha ainda compensa, mas o preço médio do gasóleo já aumentou 23,5 por cento no último ano tendo ultrapassado pela primeira vez, em Março, o preço da gasolina sem chumbo, de acordo com dados oficiais do governo espanhol.
O aumento significa que encher hoje um depósito de 55 litros de gasóleo custa, em média, 12,3 euros mais do que há um ano, tendo o crescimento de preços sido mais evidente no gasóleo, o combustível mais consumido em Espanha.
Segundo o Ministério da Indústria, Turismo e Comércio, o preço médio do gasóleo subiu de 94,6 cêntimos em Abril de 2007 para 1,16 euros este mês.
Encher um depósito de 55 litros custava 52,03 euros em Abril do ano passado e hoje custa 64,3 euros. Os aumentos mantiveram-se no início deste ano, tendo a gasolina subido 2,6 por cento entre Janeiro e Março, enquanto o gasóleo aumentou mais de oito por cento no mesmo período. O preço médio do gasóleo ultrapassou pela primeira vez o da gasolina, custando respectivamente 1,136 cêntimos e 1,126 cêntimos.
DISCURSO DIRECTO (António Saleiro, presidente da ARCPN)
'GASÓLEO VAI PASSAR A 1,5 EURO AINDA ESTE ANO'
Correio da Manhã – O preço doscombustíveis não para desubir.Até onde é que isto pode ir?
António Saleiro – Não há maneira de prever, porque isto está numa roda livre. O Governo demitiu-se do papel de regulador e as empresas, naturalmente, puxam para cima. Estou em crer que, se nada for feito, o gasóleo vai passar 1,5 euro/litro ainda este ano.
– Acha que a culpa é da especulação no sector?
– A culpa é dos senhores que liberalizaram os preços e do Governo que não age. A especulação existe e em grande escala. E é crime, convém não esquecer.
– São as petrolíferas que lucram com a situação?
– As petrolíferas têm a parte de leão, mas o Estado também lucra. e a culpa não é das empresas.
NOTAS
GASÓLEO CADA VEZ MAIS PERTO DA GASOLINA
A bater nos 1,33 euros, o gasóleo já está à beira do preço que a gasolina tinha em Dezembro do ano passado e a diferença já é de apenas 12 cêntimos por litro. Há cinco anos, a diferença de preço, por litro, rondava os 25 cêntimos.
CAVACO ACUSA ESPECULADORES DE MANIPULAR
Cavaco Silva come-ntou o aumento dos combustíveis referi-ndo que existem 'investidores/especu-ladores que estão a desviar as suas atenções para as matérias-primas', o que está a influenciar muito a formação dos preços nos mercados.
60 MILHÕES
Número de toneladas de gasóleo que se gasta por ano em Portugal.
20 MILHÕES
Número de toneladas de gasolina que se gasta por ano em Portugal.
31/12/03
Nesta data, o gasóleo estava nos 70 cêntimo por litro e a gasolina nos 95 cêntimos.
30/04/08
Ontem, cinco anos depois: gasóleo a 1,324 e a gasolina a 1,449.
PREÇO SEGUNDO AS MARCAS
GALP
A gasolina sem chumbo 95: 1,445 euros; gasóleo: 1,324 euros.
REPSOL
Gasolina sem chumbo 95:1,429 euros; gasóleo: 1,298 euros.
BP
Gasolina sem chumbo 95: 1,445 euros; gasóleo:1,323 euros.
AGIP
Gasolina sem chumbo 95: 1,397 euros; gasóleo: 1,273 euros.
JUMBO
Gas. s/ chumbo 95: 1,349 euros; gasóleo: 1,199 euros.






Secundino Cunha / Miguel A. Ganhão
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01 Maio 2008 - 00h30 Combustíveis
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01 Maio 2008 - 14h51 Luís Bràulio Cardoso de Macedo Pereira (Lic.)“ Concordo em absoluto com as afirmações do Presidente da Associação dos Revendedores da Petrogal e Ex. Governador Civil de Faro; - pelo Partido Socialista António Saleiro; - quando diz; - que; - “ Isto é um roubo, uma saga gananciosa ao bolso dos portugueses, que está a ser levada a cabo pelas petrolíferas, com a bênção do Governo “; - e penso que ninguém mais do que o Sr. António Saleiro; - com a influência que tem no Partido Socialista em Geral e no Clã Soarista em particular; - pode fazer o encarecido favor ao Povo martirizado Português; - de fazer ver ao Seu Colega Partidário José Sócrates; - que esta medida é incompreensível; e revoltante e destabilizadora do equilíbrio financeiro das Famílias Portuguesas; - Eu presumo que o Ministro Teixeira dos Santos e o Ministro Manuel Pinho; - estão paralisados; - a ver toda esta vergonha; - porque como não há hipóteses do Governo ir buscar dinheiro a outro lado; - para fazer umas “ flores “; - antes das Eleições Legislativas de 2009; - para “ engodar “ o Povo Português; - para lhes dar uma nova maioria absoluta; - aceitam pelo silêncio; - de bom grado estes “ estúpidos “ aumentos; - e assim beneficiam no valor Nominal do Imposto e já podem fazer algumas “ flores “; - para tornar a enganar os Portugueses; - só espero; - que desta vez; - os Portugueses lhes dêem a resposta adequada; - que é um Cartão Vermelho claro nas próximas Legislativas de 2009. Assim Espero que venha a acontecer. Lisboa. Luís Bràulio Cardoso de Macedo Pereira (Lic.) “
01 Maio 2008 - 14h47 jose ricardoSE O EURO estivesse mais baixo ke o dólare entao este governo comia-nos os ossos porke a continuar assim o país vai andar de fio dental.
01 Maio 2008 - 14h44 jose ricardoAKUANDO DO AUMENTO DA FARINHA O MINISTRO JAIME SILVA VEIO A TERREIRO DISER KE NAO SE JUSTIFICAVA O AUMENTO DO PÃO.PORKE ERA PAGO EM EUROS.E AGORA O MINISTRO DA INDUSTRIA DEVERIA DE VIR DISER KE NAO SE JUSTIFICA O AUMENTO DOS COMBUSTIVEIS PORKE É PAGO EM EUROS.O ESTADO DESCOBRIU AKI A GALINHA DOS OVOS DE OIRO.

terça-feira, 29 de abril de 2008

O MEU BLOG: http://www.petitiononline.com/naoasae/petition.html

O MEU BLOG: http://www.petitiononline.com/naoasae/petition.html

Produção de cereais aumenta


29 Abril 2008 - 20h47
Mais 30 por cento este ano
Produção de cereais aumentaO ministro da Agricultura, Jaime Silva, mostrou-se esta terça-feira confiante num aumento de 30 por cento na produção de cereais já em 2008, devido ao aumento das áreas semeadas por parte dos agricultores.
“Portugal, no ano passado, produziu apenas 20 por cento dos cereais que habitualmente produzia, mas os agricultores portugueses, nomeadamente os alentejanos, face à situação de mercado, já este ano aumentaram as suas superfícies de área semeada”, afirmou.Jaime Silva considerou este crescimento como “um sinal” e “uma resposta dos agricultores portugueses” à “mudança que houve no mercado mundial”, com o aumento do preço dos produtos agrícolas e a falta de cereais”.O ministro puxou ainda uma mudança de atitude imposta à política agrícola. “Espero que, desta vez, os portugueses olhem para a agricultura como um sector de actividade económica importante para a economia nacional e regional”, disse.

domingo, 27 de abril de 2008

http://www.petitiononline.com/naoasae/petition.html

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ASAE - (Petição Online)


A.S.A.E. (Petição Online)



A A.S.A.E., Autoridade de Segurança Alimentar e Económica tem vindo a impor sobre a restauração portuguesa um conjunto de regras e obrigações que em nada favorecem o povo português, pondo inclusivamente em causa valores culturais da nossa sociedade. Sob a bandeira da higiene e da segurança e escondidas atrás de supostas regras comunitárias (que não parecem estar em vigor em mais nenhum país da União Europeia), a A.S.A.E. instaurou um conjunto de medidas que vão desde a proibição da venda de produtos alimentares não empacotados, à proibição da utilização de chávenas de porcelana para chás e cafés, ou de copos de vidro para outras bebidas. De acordo com estes regulamentos todos os alimentos devem estar empacotados e etiquetados com prazos de validade, mesmo os preparados no próprio local de venda e as bebidas deverão ser servidas em copos de plástico.
Além dos duvidosos e obsessivos principios higiénicos em que estas medidas se inserem, estas são de um cariz claramente anti-ambiental, estando em causa um drámatico aumento da produção de lixo, essencialmente plástico, um material resultante da refinação do petróleo. Em vez de uma política dos três R(reduzir, reutilizar, reciclar), temos aqui uma política do desperdício e da total falta de consciência ambiental.
Depois há naturalmente a questão cultural. Como nos podem exigir que bebamos café em copos de plástico, como podem impedir a venda de bolas de Berlim nas praias, ou proibir que os cafés vendam produtos de fabrico próprio não empacotados? Os cafés sabem sempre melhor numa chávena e os produtos acabados de fazer, que tantas vezes chamamos "frescos", são aqueles que nos atraem aos locais onde são feitos?
Contra a subserviência ao monopolio dos plásticos e do petróleo e a favor da tradições do bem comer e bem beber portuguesas, assinamos esta petição. Não podemos permitir que estraguem aquilo que de melhor existe no nosso país e, de certa forma, aquilo que faz de todos nós portugueses.
Não à implementação das novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E., já!

Se concordar clique no link abaixo e assine. Eu já assinei!

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Escrito por jopabasa at 12:12 | Link permanente | Comentário (

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