
Corrupção Autárquica
Polícia está sob suspeita
A Polícia Municipal de Braga está sob investigação há ano e meio devido a irregularidades na gestão de dinheiros relativos a contra-ordenações e à suspeita de tráfico de influência e favorecimentos ilícitos. A Polícia Judiciária está a ouvir os agentes e tem efectuado visitas regulares aos serviços municipais.
A suspeita de desvio de fundos – relativos a verbas que deveriam ser enviadas para a Administração Central na sequência da aplicação de coimas – despoletou a investigação da PJ, que apreendeu diversos documentos contabilísticos e informáticos nos serviços camarários a par de supostos pedidos e recomendações para eliminação de contra-ordenações.
A Judiciária pretende averiguar quem beneficiou com o suposto desvio de verbas, que fonte da autarquia considera ser devido a 'diferenciada interpretação' das normas que regulam as percentagens que são devidas aos diferentes ministérios que tutelam as áreas sobre as quais pendem os processos de contra-ordenação, sejam da Administração Interna, Economia ou Cultura.
Para além do crime de peculato, estão em causa suspeitas de ilicitudes em processos relativos a licenciamentos de estabelecimentos comerciais. A Judiciária tem mantido visitas frequentes aos serviços municipais, o que tem provocado mal-estar na autarquia.
O presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, reclama que 'o que a Justiça tiver a fazer, que o faça o mais rapidamente possível, até para bem da Justiça e da legalidade'.
No interior da corporação foram lançadas as suspeitas de que as denúncias partiram de dentro da instituição, o que tem contribuído para um ambiente pesado no seio da Polícia Municipal, onde se fala mesmo de autêntica caça às bruxas.
Na sequência das investigações da PJ, sucederam-se casos de confrontação interna, como aconteceu no final do ano passado com umareunião tripartida entre um agente, o comandante (tenente-coronel Mário Barbosa) e o responsável municipal pela Protecção Civil (vereador Carlos Malainho). O encontro acabou em berros e com a abertura de mais um processo, depois de uma troca de acusações por supostas irregularidades e alegada gravação ilícita da ‘conversa’ da reunião.
Recentemente foi suspensa uma agente da Polícia Municipal, acusada de desvio de dinheiro: faltaram trinta euros nas contas.
(notiçia tirada do correio da manhã)
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